A definição de pessoas menos ou mais inteligentes começa desde a infância. Geralmente, utilizam-se parâmetros como notas na escola, desempenho em provas e resolução de problemas para escolher o mais inteligente da turma. No entanto, esse tipo de pensamento valoriza apenas um ou dois tipos de inteligência.

A teoria das inteligências múltiplas defende a ideia de que a inteligência não deve ser vista como uma só dimensão, e sim como algo que contempla uma série de áreas diferentes. Conhecer essa teoria é importante para os gestores buscarem conhecer as potencialidades dos seus funcionários.

Acompanhe este artigo para entender mais sobre essa teoria e sua importância no ambiente de trabalho.

O que é a teoria das inteligências múltiplas?

A teoria das inteligências múltiplas foi criada pelo psicólogo Howard Gardner na década de 90. Ele acredita que a inteligência pode ser abordada por vários aspectos e que os indivíduos possuem diferentes tipos de mentes, assim apresentando diferentes inteligências.

A lista criada por ele não é única e universalmente aceita, mas tenta abranger a maior parte das competências valorizadas nas sociedades. As inteligências classificadas por ele são:

  • lógico-matemática: raciocínio dedutivo e indutivo; capacidade de utilizar números, organizar, hierarquizar e sistematizar;

  • espacial: habilidade de observar e captar com precisão o mundo visual e espacial e realizar mudanças nele (ex: encontrar caminhos, decorar ambientes);

  • musical: capacidade de perceber, discriminar, transformar e expressar formas musicais;

  • linguística: capacidade que o indivíduo tem de se expressar de forma efetiva, por meio de palavras ditas ou escritas, e para entender (ouvir e ler);

  • interpessoal: diz respeito à relação com o outro; habilidade de comunicar-se, de perceber as emoções do outro, ter empatia;

  • intrapessoal: autoconhecimento e percepção de si mesmo; agir e se adaptar de acordo com esse conhecimento;

  • corporal-cinestésica: habilidade para usar o corpo ou parte do corpo para expressar sentimentos ou realizar ações (ex: atletas, atores, mímicos, cirurgiões).

Por que é importante?

Gardner afirma que a inteligência acadêmica não pode ser o fator decisivo para definir uma pessoa. Isso significa que a sociedade precisa levar em consideração outras habilidades e começar a valorizá-las.

Reconhecer a teoria das inteligências múltiplas é importante pois diminui o preconceito e abre oportunidades para as pessoas que têm uma inteligência lógico-matemática menor (que costuma ser a inteligência mais valorizada).

Ao adotar esse conceito, também é possível entender que as pessoas aprendem de forma diferente, assim abrindo portas para levar em consideração outras inteligências e traçar novos caminhos de aprendizado.

Qual é a aplicação no ambiente de trabalho?

No ambiente de trabalho, os gestores devem se basear na teoria das inteligências múltiplas para avaliar quais inteligências cada funcionário tem em maior evidência, e não assumir simplesmente que existem pessoas inteligentes e outras não.

Ao saber as inteligências de cada pessoa, é possível direcionar as atividades de acordo com as habilidades de cada um e, consequentemente, facilitar os processos e aumentar a produtividade da empresa. Por exemplo, um funcionário com as inteligências interpessoal e linguística bem desenvolvidas pode ser direcionado para atendimento ao cliente ou vendas.

O próprio funcionário precisa também descobrir quais inteligências ele tem, de forma a colocar seu foco nelas e se beneficiar na vida profissional e pessoal.

Utilizar a teoria das inteligências múltiplas no dia a dia ajuda cada um a se conhecer melhor, desenvolver suas competências e manter-se motivado. O essencial é lembrar que nenhuma inteligência é mais importante que a outra, e todas têm a sua aplicação no nosso cotidiano.

Você gostou de saber mais sobre a teoria das inteligências múltiplas? Já ouviu falar de algum outro tipo de inteligência? Então deixe um comentário!

Renato XavierPublicado Por:
Renato Xavier- Diretor de Operações e Marketing