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Liderança e Motivação

Como desenvolver a autoconfiança na liderança feminina?

Tempo de leitura estimado: 5 min.

Eu sei o quanto é difícil chegar ao topo de sua carreira e ainda assim conseguir conciliar família, filhos e vida profissional sem se sentir culpada por não ser uma mãe perfeita, uma companheira perfeita, uma profissional perfeita. Pesquisas apontam que essa equação parece não fechar: de cada 10 mulheres que tiram licença a maternidade, 4 desistem de suas carreiras e vão empreender para tentar conseguir compor essa equação ainda complexa na vida de toda a mulher.

Entretanto, para uma boa líder se destacar, é necessário se posicionar, confiar mais em si mesma, em suas ideias e em seus projetos. Estar confiante nos permite produzir mais e com mais qualidade, nos permite ser quem verdadeiramente somos. Levar suas ideias adiante com convicção fará inclusive que você ganhe mais respeito de pares e chefes.

E como desenvolver essa habilidade sem se sentir uma fraude, eliminando aquele sentimento de não se achar boa e inteligente o suficiente para aquela função ou processo seletivo?

Para desenvolver essa competência, eu fiz um e-book que reúne cinco dicas para te ajudar a ser uma mulher muito mais autoconfiante em seu ambiente de trabalho e na sua vida eliminando a Síndrome da Impostora de uma vez por todas:

  • Descubra seus pontos fortes

Você sabe dizer quais são as competências e habilidades que você possui e que podem ser úteis na conquista dos seus objetivos pessoais? Procure sempre focar naquilo que você é boa e em como você pode maximizar seus ganhos em função das oportunidades que surgem. Foque mais naquilo que você é boa e busque desenvolver um ponto ou outro que você acredita que seria muito importante aperfeiçoar para melhorar seus resultados.

Peça feedback a mentores ou colegas em quem você confia e que sabe que lhe darão uma opinião honesta. Busque ouvir com atenção esses feedbacks reduzindo o volume da sua voz interna de suas palavras autodepreciativas. Isso provavelmente te ajudará a reduzir o seu nível de estresse aumentando a sua paz interior.

  • Honre a sua história

O excesso de perfeccionismo também é consequência de você não olhar para a sua trajetória e ver o quanto você já conquistou. Você tem celebrado as suas conquistas? Você reconhece o quanto você já evoluiu em sua trajetória pessoal e profissional? Pare de se comparar com os outros e passe a se comparar com você mesma. Como era você há 10 anos? Há 5 anos? E como você é hoje? Essa é uma boa medida de mais autocuidado com você.

  • Cuide das histórias que você está contando para você

Fazemos julgamentos automáticos diariamente, a partir dos nossos vieses e da nossa distorção da realidade por meio das histórias que contamos daquilo que estamos vendo. O problema é que criamos essas histórias o tempo todo e baseamos as nossas ações e comportamentos por meio dos significados que atribuímos a elas. O resultado é ansiedade, stress, julgamento equivocado de outras pessoas, a nossa falta de atitude em relação às coisas, ou mesmo não querer subir de cargo porque você olha a vida do seu chefe e você acredita que para você subir de cargo você precisa viver a vida que ele leva.

Ok, Carine, mas como eu resolvo isso? Faça perguntas buscando interpretar a realidade por meio dos fatos e fazendo perguntas inteligentes às pessoas. Uma pergunta inteligente te ajuda a se reconectar com a experiência e de fato entender o que ela representa. Uma boa pergunta é aquela que você faz e que o resultado dela te leva a uma ação.

  • Saia do mindset operacional e busque o mindset estratégico

Ter um mindset estratégico significa ter clareza do resultado que você precisa entregar para ser mais estratégica e conquistar a sua promoção ou aquele contrato mara para a sua empresa. Isso significa alinhar as expectativas de entrega de resultados com o seu chefe, cliente ou investidor. Entender na visão dessa pessoa aquilo que é prioridade e aquilo que ela valoriza como entrega.

Outra dica é aprender a medir o resultado do seu trabalho mesmo que a sua área ou a sua empresa não o faça. Você precisa aprender a criar os seus próprios indicadores. Exemplo de perguntas para ajudar a identificar os seus indicadores, caso você seja de uma área de marketing:

Quanto a sua área gerou de resultado para a sua empresa com os novos clientes que vieram das suas ações de marketing digital?

O quanto aumentou a autoridade da sua empresa com as impressões geradas na mídia?

Tente avaliar o seu escopo e pensar em exemplos concretos que validem o seu resultado dentro de um período específico.

  • Permita-se ser perfeitamente imperfeita

Aprender a dizer não, delegar mais e pedir ajuda são elementos cruciais para a virada do jogo e para você hackear o sistema. Um dos piores medos que temos hoje em dia é o medo de fracassar e a sensação de não sermos boas o bastante. Isso significa que você precisará aprender a ressignificar o fracasso.

Viver é experimentar incertezas, riscos e se expor emocionalmente. Segundo a professora e pesquisadora na Universidade de Houston, Brené Brown, quando fugimos de emoções como medo, mágoa e decepção, também nos fechamos para o amor, a aceitação, a empatia, a inovação e a criatividade. Dessa forma, as pessoas que se defendem a todo custo do erro e do fracasso se distanciam das experiências marcantes que dão significado à vida e acabam se sentindo frustradas. Por isso, ouse abraçar a sua vulnerabilidade, aceitar suas imperfeições e decidir continuar a caminhar mesmo apesar do medo.

Esse conteúdo foi útil a você? Tem interesse em se aprofundar mais nas dicas que dei acima? Então convido você a ler o meu e-book “5 Passos Concretos Para Eliminar a Síndrome da Impostora e Ser Mais Bem Sucedida”. Depois me conte o que achou da leitura!

 

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escrito por
Carine Roos
Formada em Sociologia pela Universidade de Brasília e em Comunicação Social pelo Centro Universitário UniCEUB, Carine é especialista em Equidade de Gênero e Inovação há mais de dez anos. Atualmente é CEO da UPWIT (Unlocking the Power of Women for Innovation and Transformation), uma consultoria em inteligência e equidade de gênero e inovação. Foi consultora de instituições voltadas à Tecnologia, Comunicação e Direitos Humanos, como a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), UNESCO, UNICEF e Ministério da Saúde. Possui certificação internacional em Gerenciamento em Inovação Social pela Amani Institute, em Professional & Self Coaching pelo Instituto Brasileiro de Coaching e em Practicioner pela Sociedade Brasileira de Programação Neurolinguística. É ainda hipnoterapeuta Ericksoniana certificada pelo ACT Institute e especialista em análise comportamental DISC pela E-talent. É coautora e editora do eBook Mulheres Líderes na Tecnologia: como promover a equidade de gênero e reter talentos nas empresas.

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