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Liderança e Motivação

Gestão de benefícios em tempos e crise: como fazer?

Tempo de leitura estimado: 5 min.

A crise chegou e sua empresa está pensando em deixar a gestão de benefícios de lado? É melhor pensar um pouco mais e ler o conteúdo deste artigo. Queremos mostrar que é possível manter sua estratégia de valorização dos colaboradores ao otimizar a forma de como o plano de benefícios é montado.

Principalmente por conta do impacto do coronavírus no mundo, muitas organizações sofreram danos nas finanças. Ao buscar um meio para continuar no mercado, é comum pensar no que pode ser cortado do orçamento.

Continue a leitura e descubra porque a gestão de benefícios precisa ser mantida e se tornar ainda mais eficiente nesse momento. Daremos as dicas necessárias para uma adaptação à crise que maximize os resultados do investimento. Confira.

Por que oferecer benefícios em tempos de crise?

Por mais que muitas empresas tivessem um plano de ação pré-estipulado para uma possível crise, é provável que poucas estivessem preparadas para uma situação mundial da dimensão do Covid-19.

Considerando que a crise gerada pela pandemia já produziu seus efeitos no orçamento de cada negócio, é fundamental não tomar caminhos que possam agravar ainda mais esse cenário. O momento é de reinvenção e adaptação. Além disso, é hora de aproveitar tudo que a empresa ainda tem a seu favor para gerar melhores resultados e se manter competitiva no mercado.

Manter os benefícios corporativos durante a crise ou mesmo implementar um programa de vantagens para colaboradores é uma estratégia para aumentar o engajamento dos profissionais com a marca empregadora, estreitando as relações e proporcionando maior segurança e bem-estar.

Nesse período — e em outros também — o que há de mais valioso para a organização são as pessoas. Quanto mais satisfeitas e envolvidas com a empresa, mais elas serão produtivas e motivadas a buscar os melhores resultados para o negócio.

Como a gestão de benefícios deve se adaptar à crise?

Mais do que oferecer vantagens, é preciso fazer uma boa gestão de benefícios, afinal, é imprescindível otimizar todos os recursos investidos durante uma crise. O RH deve buscar a eficiência e a economia, encontrando formas de garantir qualidade de vida e saúde durante e após a pandemia. Veja a seguir algumas dicas para alinhar a gestão de benefícios.

Entender a fundo o perfil dos colaboradores

Um fator que precisa ser revisto de forma minuciosa se você quiser fazer uma boa gestão de benefícios durante a crise é o perfil dos colaboradores que são atendidos pelas vantagens. Quando a oferta de benefícios não está chamando a atenção do seu público-alvo, sua empresa está jogando dinheiro fora — para usar uma expressão bastante direta.

Imagine gastar dinheiro com parcerias que não estão sendo aproveitadas ou mesmo que não são conhecidas por todos os colaboradores? Um dos fundamentos da gestão de benefícios é o mapeamento de perfis dos profissionais, entendendo a fundo suas necessidades e como cada iniciativa vai gerar satisfação e qualidade de vida.

Rever o orçamento e entender possibilidades

Se sua organização já fazia a concessão de benefícios, é bem provável que o orçamento seja reduzido nesse momento. No entanto, isso não é motivo para acabar com os planos oferecidos. Talvez seja necessário mudar a dinâmica das ofertas e buscar novas possibilidades mais adequadas financeiramente.

Essa é uma hora interessante para estudar os indicadores da sua gestão de benefícios. Assim, você vai entender como cada um deles estava performando em relação ao retorno por investimento. Será que as metas estavam sendo alcançadas? Se não, essa é uma boa justificativa para mudar as vantagens oferecidas por outras mais adequadas.

Também é importante rever benefícios que não têm sido usados pelas equipes durante o isolamento. Com muitas empresas apostando no regime home office, o vale-refeição, por exemplo, se tornou pouco ou nada usado. Substituí-lo pela cesta básica é uma forma de adaptar e otimizar o investimento.

Um vale-cultura é outro caso de substituição, já que cinemas e teatros estão fechados. Uma alternativa interessante seria oferecer vale-desconto em serviços de streaming. Já o plano em uma academia pode ser trocado pelo acompanhamento de instrutores de yoga ou treinamento funcional à distância.

Considerar benefícios mais econômicos

Algo fundamental para fazer a gestão de benefícios em tempos de crise é buscar opções mais acessíveis financeiramente. Se engana quem pensa que essas ações só podem ser implementadas com um grande investimento. O importante para a estratégia é encontrar vantagens que tenham valor para o contexto dos profissionais e gerem qualidade de vida.

Que tal alguns exemplos? No momento atual, a possibilidade de permanência em home office e a flexibilização de horário na jornada podem ser excelentes medidas para trazer mais segurança e bem-estar para os colaboradores. Outra vantagem que pode ajudar na estabilidade das famílias é o pagamento antecipado ou realizado por demanda.

O aspecto psicológico também tem estado em pauta nas empresas, tornando a disponibilização de um auxílio psicológico bastante interessante nesse período.

Priorizar a qualidade de vida

Eventualmente, a gestão de benefícios pode precisar abrir mão de uma iniciativa em detrimento de outra. O que escolher nessas situações? Considerando o cenário atual, todas as vantagens que girem em torno da saúde são altamente requisitadas e valorizadas pelas profissionais.

Lembre-se que colaboradores mais saudáveis e seguros serão, consequentemente, mais satisfeitos com a empresa e mais engajados no alcance de metas. Além disso, investir nessa área diminui taxas como absenteísmo por doenças e rotatividade por insatisfação com a marca empregadora.

Assim, continue apostando em benefícios como planos de saúde, cestas básicas de qualidade, home office e outros que incentivem a qualidade de vida. Sua gestão com certeza vai ver os resultados desse investimento.

A gestão de benefícios não pode ser deixada de lado em tempos de crise, afinal, ela pode se mostrar uma ferramenta estratégica para reter e engajar seus colaboradores no momento em que a empresa mais precisa deles para se manter competitiva no mercado. Esperamos que este conteúdo ajude seu RH a seguir as melhores práticas e pensar em uma gestão eficiente e econômica.

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escrito por
Cesta Nobre

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