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Gestão de Negócios

O que esperar do mercado frente a segunda onda do Covid-19?

Tempo de leitura estimado: 5 min.

Confira como os benefícios ao colaborador estão sendo alterados durante o cenário da pandemia!

Quando a pandemia levou as empresas a fecharem suas portas e tornar seu trabalho remoto, muitos se sentiram confusos e com medo, claro.

Ainda hoje, quase nove meses depois, há uma grande incerteza sobre como serão os negócios nos próximos meses ou mesmo durante o próximo ano.

Agora, o cenário antes tradicional dos negócios é movido à mudanças de comportamento, seja sobre sua atuação home office ou na continuidade de oferta de benefícios aos profissional.

Isto é, muitas empresas passam hoje a reconhecer a necessidade de cobertura a seus funcionários para que os mesmos possam trazer resultados ainda mais satisfatórios e, diante disso, temos a ampliação do papel dos benefícios na atração e retenção dos melhores talentos.

Veja como as empresas precisaram se adaptar a esta nova fase e como elas podem contribuir no desempenho de seus colaboradores.

O surgimento de novas ofertas de benefícios

Apesar dos picos nas taxas de desemprego, buscar e reter talentos fortes continua sendo um problema para muitos empresários.

À medida que as empresas planejam seu futuro, encontrar maneiras de se conectar com sua força de trabalho e alinhar suas ofertas de benefícios com os valores e prioridades dos funcionários será fundamental.

Os benefícios que podem ter posicionado uma empresa como empregador preferencial no passado podem não ser mais os mesmos.

Agora mais do que nunca, soluções como seguros de vida ou convênios médicos estão entre alguns dos benefícios mais importantes para os profissionais e seus empregadores.

Existem ofertas suplementares que estão se tornando cada vez mais relevantes, benefícios para a saúde mental, por exemplo. Ou melhor, com o aumento do estresse, e diagnosticadas as doenças de ansiedade e depressão, mais funcionários procuram suas empresas para que estas ofereçam a eles benefícios que os apoiem não apenas sobre seu bem-estar físico, mas também mental.

Além disso, cabe a nós lembrar que não oferecer nenhum benefício hoje está se tornando um grande obstáculo na hora de encontrar e manter o talento necessário.

Foco na saúde mental e financeira é fundamental

É comum hoje que cada vez mais empresas ofereçam programas especiais de saúde emocional e mental para sua força de trabalho, especialmente em favor da pandemia.

Muito desse estresse é causado pelo impacto da pandemia nas finanças pessoais dos funcionários. Justamente por isso estamos vendo mais empregadores dando ênfase em ajudá-los a enfrentar estes desafios financeiros.

Trabalhar esses dois aspectos de forma conjunta tem apresentado resultados positivos no rendimento dos colaboradores e, ainda, contribuído para que todos sintam-se seguros nesse momento.

Como a pressão financeira desempenha um papel na evolução dos benefícios?

A incerteza do lucro ou de resultados que apresentem uma melhoria de venda de seus produtos ou serviços, muitas empresas se preparam hoje para uma segunda onda da Covid-19.

Uma vez que suas decisões impactam sobre a vida de seus funcionários, priorizar por medidas que atendam às suas necessidades deverá ser julgado como um dever. Com isso, muitos profissionais acabam hoje por reavaliam suas ofertas de benefícios.

Contudo, as empresas sabem que benefícios, a exemplo do plano de saúde, plano odontológico ou cestas básicas, continuam em jogo e que seus investimentos aumentam a cada dia.

Dito isso, aquelas que foram, inevitavelmente, afetadas pela pandemia podem estar procurando repassar o aumento dos custos.

É um ato de extremo equilíbrio reunir um pacote de benefícios de funcionários. Há muito a considerar, incluindo orçamento, necessidades dos funcionários e quais benefícios oferecer.

Mas as empresas que fazem investimentos em benefícios agora não estão apenas ajudando os funcionários, mas também se posicionando como empregadores preferidos.

O que muda no pacote de benefícios?

Um dos grandes pontos alterados pela pandemia do coronavírus está relacionado com o modelo de trabalho adotado pelas empresas, que precisaram se tornar muito mais flexíveis.

A grande questão era saber se essa flexibilidade também deveria se estender para os pacotes de benefícios oferecidos aos funcionários, afinal, será que quem não vai ao escritório precisa de vale-refeição ou vale-transporte?

A boa notícia é que você não precisa se preocupar com esses questionamentos. Mesmo quem aderiu ao home office não terá que abrir mão de benefícios. O que provavelmente mudará é a forma com que eles serão oferecidos.

Um bom exemplo é a possibilidade de optar por trocar o vale-refeição pelo alimentação ou por cestas básicas.

Em outras empresas, os colaboradores contarão com uma ajuda financeira para despesas relacionadas à internet e receberão até mesmo um “kit home office”, que é composto por computadores e cadeiras ergonômicas para montar sua área de trabalho em casa.

A adaptação para as necessidades de cada colaborador será essencial na criação dos novos pacotes de benefícios.

Inclusive, esse tipo de personalização é uma das tendências que já são comuns nos Estados Unidos e em alguns lugares da Europa.

A flexibilização do pacote de benefícios, os auxílios para contas, o envio de equipamentos e cestas básicas certamente se tornará um procedimento comum. Ainda mais se a segunda onda da pandemia realmente se concretizar.

Cuidar da cultura também será essencial

Este momento da pandemia também trouxe uma grande preocupação com o bem-estar dos colaboradores e em como manter a cultura da empresa.

E o cuidado com o bem-estar se tornou mais urgente com o isolamento social e a crise: um estudo da UFRJ mostrou o aumento de estresse, depressão e crise aguda de ansiedade após o primeiro mês de quarentena.

Ao olhar com atenção para as necessidades dos indivíduos, muitos implementaram programas de desenvolvimento profissional, com cursos online ou de idiomas, e cuidados com a saúde mental, com disponibilidade de terapia online ou aulas de meditação.

Se antes a sala de descompressão com sofás ou jogos no escritório era um ponto alto e atrativo para um empregador, o cuidado com a saúde mental pode se tornar a nova moda entre os benefícios visados pelos talentos.

Antes da pandemia, a qualidade de vida do executivo era simplesmente morar perto do trabalho.

Com a adoção obrigatória do trabalho remoto e a ameaça constante de uma possível segunda onda, isso mudou. Auxílios para contas, convênios, equipamentos, cestas básicas…

Hoje estamos falando de benefícios ao colaborador sendo adaptados para cada indivíduo. Essa flexibilização é apenas a porta de entrada para novas mudanças que ainda estão por vir.

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escrito por
Cesta Nobre

Uma resposta para “O que esperar do mercado frente a segunda onda do Covid-19?”

  1. Nessa segunda onda vejo que as empresas estão mais preparadas para enfrentar o momento, afinal já sabem que o caminho é investir em estratégias digitais para continuar vendendo. Parabéns pelo conteúdo, muito completo.

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