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Educação Executiva

Como o pipeline de liderança pode alavancar a gestão da empresa?

Tempo de leitura estimado: 5 min.

Preparar a liderança exige habilidades, em especial para lidar com questões complexas, independente do nível. É um dos maiores desafios da empresa, já que sem uma boa liderança as chances de um negócio falhar aumenta de modo considerável.

Pensando em melhorar a gestão dos líderes, uma organização pode aplicar o pipeline de liderança, com aplicação de estruturas próprias, a fim de proporcionar o desenvolvimento pessoal de cada indivíduo.

Interessado no tema? Fique conosco para entender como aplicar o pipeline de liderança!

O que é pipeline de liderança?

Modelo de desenvolvimento de liderança baseado no trabalho da General Electric de 1970, o pipeline de liderança traça 6 principais transações, de modo a conceituar, planejar e medir o progresso de cada líder.

O pipeline atua no modo de recrutamento e desenvolvimento de líderes na sua empresa, uma vez que vai ser treinado para atender diversos públicos e agir em frentes diferentes. Isso porque o pipeline não considera a liderança como algo inapto, podendo ser desenvolvido.

Tal metodologia manifesta-se com a aplicação de cursos e programas de capacitação, investindo em melhores práticas de aprimorar os profissionais, a fim de que cresça e seja elevado a um nível superior. A visão é sempre de transformar um profissional em um líder em potencial.

Como o pipeline de liderança avalia as competências?

O pipeline de liderança também pode ser utilizado para avaliar as competências e potencialidades de cada profissional, bem como o seu desempenho.

Inicie fazendo um levantamento dessas competências, para então focar nas suas características e criar um planejamento da trajetória de cada líder, observando as 6 etapas de desenvolvimento dessa metodologia.

Como usar o pipeline de liderança na empresa?

Para usar a metodologia do pipeline, você precisa entender que a liderança não é uma característica que nasce com uma pessoa. Essa é uma exceção! A regra é que todas as pessoas trabalhem para desenvolver suas habilidades.

Para isso, você necessita começar a enxergar a si mesmo e seus funcionários, com o objetivo de entender sobre as qualidades que precisa ter para está à frente de uma equipe ou setor e quais processos precisa enfrentar. Esse modelo determina 6 estágios a serem alcançados. Veja a seguir!

Estágio 1: de gerenciar a si mesmo para gerenciar os outros

O primeiro passo para se tornar um líder responsável é aprender a ser um gestor de si mesmo. Somente deixa de ser um colaborador individual para se tornar um gestor após demonstrar interesse e cuidado com suas próprias tarefas.

É fato que quando um profissional chega a uma empresa, dedica todo o seu tempo e empenho a realizar atividades delegadas por seus superiores. Logo, a princípio, tudo o que se deve fazer é exercer seu papel com produtividade e eficiência. Agindo assim, as chances de se destacar diante dos chefes é imensa.

Ao demonstrar que pode se adequar corretamente a cultura da empresa e agir com sabedoria em seu cargo, pode receber novas atribuições e responsabilidades. Ao adquiri-las, o colaborador atinge o primeiro estágio, podendo até delegar tarefas a outros.

Estágio 2: de gerenciar os outros para gerenciar gerentes

Já o segundo estágio inicia-se com o desligamento completo da antiga função, para se dedicar exclusivamente a função de gestor. Contudo, para exercê-la, é necessário criar um olhar estratégico, com intuito de selecionar outros líderes em potencial.

Os colaboradores que atingirem essa etapa devém aprender técnicas de coaching, para conseguirem selecionar e treinar novos gestores, depois de se certificar que esses têm potencial para liderança e não apenas executar tarefas.

Estágio 3: de gerenciar gestores para gerenciar uma função

Quando o novo gestor deixar de trabalhar com pessoas e passar a gerenciar uma função na empresa, ele atingirá uma nova etapa. O líder dirige um setor ou uma área do negócio, como vendas, marketing, recursos humanos, dentre outros.

Quem se tornar um gestor funcional deve ter conhecimento específico sobre a área que vai atuar e coordenar, treinando sua capacidade de analisar os fatores internos e externos que envolvam o negócio, para tomar decisões estratégicas mais assertivas.

Ademais, o gestor funcional deve desenvolver a comunicação, em especial por ter que manter contato com outros setores da empresa, para que as estratégias estejam alinhadas e as equipes integradas.

Estágio 4: de gestor operacional a gerente de negócios

O quarto estágio do pipeline acontece quando o gestor passa a liderar o negócio de modo geral, deixando de coordenar uma área específica.

É uma etapa desafiadora para qualquer gestor, pois muitas mudanças acontecem e se deve focar exclusivamente no aspecto analítico do trabalho, verificando-se métricas mais amplas, como lucros e participação em mercado.

Nessa função, o gestor deve monitorar os resultados da empresa e deve se dedicar ao futuro da organização, refletindo sobre os seus setores e comunicação entre os gestores, promovendo a integração, cada vez mais.

Estágio 5: de gestor de negócio a gestor de grupo

Conseguindo desenvolver um bom trabalho como gestor de negócios, o próximo passo é se torna gestor de grupo de empresas. No quinto estágio, ele passa a ter mais responsabilidades e precisa demonstrar uma integração entre setores e colaboradores nos projetos da empresa.

O profissional desse estágio deve ter capacidade de delegar recursos e avaliar o potencial de sucesso de cada empresa, competência de escolher e ensinar novos gestores, além de ter eficiência em implantar estratégias, desde que respeite a liderança de gestores menores.

Estágio 6: de gestor de grupo a administrador de empresa

Por fim, o último estágio é o posto mais desejado por qualquer gestor, quando vai se tornar CEO. Nessa etapa o que se considerada são os valores e ética profissional, pois as habilidades já foram desenvolvidas.

Um CEO deve ter um olhar atualizado sobre os fatores econômicos, políticos e tecnológicos, capazes de torná-lo visionário. Por isso, esse gestor não vai mais trabalhar diretamente com clientes, outros colaboradores e produtos.

Dessa forma, para desenvolver melhor o seu trabalho, o gestor do sexto estágio necessita cercar-se de gestores qualificados, com grande potencial e ambiciosos pelo seu próprio progresso.

Diante disso, é fato que o investimento feito no pipeline de liderança acarreta inúmeras vantagens a empresa. Dentre elas, há a criação de um planejamento sucessório de líderes facilitado, maior clareza nas atribuições, identificação e manutenção de talentos, melhoria nas avaliações de desempenho e favorecimento da estrutura do treinamento de líderes. Não se esqueça que, para um rápido crescimento a empresa, deve-se investir na gestão de pessoas!

Gostou desse post? Então continue conosco, lendo sobre quais os estilos de liderança e qual aplicar em sua empresa.

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escrito por
Cesta Nobre

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